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Assistência técnica da Emater Goiás transforma cultivo de pitaya em fonte de renda em Aragoiânia
Com apoio, produtores venceram dificuldades e consolidaram a pitaya como principal atividade econômica da propriedade
18/02/2026 | Comunicação Setorial da Emater Goiás
Foto: Reprodução/Emater Goiás
Em Aragoiânia, na região do Rio dos Bois, a propriedade do casal Dorisnei e Rose passou, em poucos anos, de uma aposta incerta para uma atividade produtiva estruturada. Hoje, eles cultivam pitaya em dois pomares que somam cerca de 8 mil plantas, resultado de planejamento, persistência e acompanhamento técnico contínuo da Emater e do Governo de Goiás.
O início, porém, foi marcado por dificuldades. Sem experiência com a cultura, os produtores enfrentaram problemas principalmente no manejo, adubação e polinização das plantas, etapas essenciais para o desenvolvimento e a frutificação da pitaya. Foi nesse momento que buscaram apoio da assistência técnica qualificada.
Há dois anos, eles contaram com a orientação do técnico e ex-coordenador regional da Emater, José Luís, doutor em fruticultura. A partir do diagnóstico da área, foram implantadas recomendações de manejo, correção de solo, condução das plantas e técnicas adequadas de polinização, fundamentais para aumentar a produtividade.
Com a evolução do pomar, a assistência passou a ser acompanhada diretamente pela equipe local da Emater em Aragoiânia, as técnicas Taline e Camila Lima, garantindo monitoramento frequente e ajustes ao longo das safras.
Atualmente, o casal está no segundo ano de colheita comercial, que segue até o mês de abril. Na safra de 2024, a produção alcançou cerca de 5 mil quilos de pitaya, consolidando a cultura como a principal atividade econômica da propriedade.
Além da comercialização direta, os produtores também acessaram políticas públicas. Em 2025, eles foram beneficiados pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA Goiás), onde entregaram 890 quilos da fruta. O produto foi adquirido pelo Governo de Goiás no valor de R$ 16,84 o quilo e destinado ao CRAS do município, contribuindo para a alimentação de famílias em situação de vulnerabilidade social.
Durante visita à propriedade, o presidente da Emater Goiás, Rafael Gouveia, ressaltou que o resultado obtido pela família demonstra a importância da assistência técnica aliada ao empenho do produtor.
“Quando existe orientação adequada e vontade de quem está no campo, as coisas acontecem. Aqui vemos uma família que acreditou, buscou apoio e conseguiu transformar a produção em renda e também em benefício social para outras pessoas”, afirmou.
Para Dorisnei e Rose, o apoio técnico foi determinante. O que começou como um plantio experimental tornou-se uma produção organizada, com planejamento e mercado garantido.

“No começo a gente não sabia como conduzir as plantas e quase desistiu. Depois das orientações, o pomar respondeu e hoje a gente colhe com segurança”, relatam.
Sucessão familiar no campo
O presidente Rafael também destacou a sucessão familiar como um dos pontos mais relevantes do trabalho desenvolvido na propriedade. O filho do casal, Pedro, de 18 anos, participa ativamente das atividades e ajuda os pais desde os 13 anos.
“A sucessão familiar é uma preocupação constante para nós. Quando o jovem permanece no campo com perspectiva de renda e qualidade de vida, garantimos não só a continuidade da propriedade, mas também o futuro da produção rural. Histórias como a deles mostram que é possível manter o jovem no campo com dignidade e oportunidade”, completou.
“A história do Dorisnei demonstra a importância da assistência técnica no aumento da produtividade e na inclusão produtiva das famílias rurais, que além de gerar renda para o produtor, a produção de pitaia também chega à mesa de quem mais precisa, por meio do PAA Goiás, fechando um ciclo que une desenvolvimento rural e segurança alimentar em todo o estado”, finalizou o coordenador da Regional Rio dos Bois, Juscimar Barroso.




