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Bebida inovadora à base de soro do leite passa por etapas de validação


Análises do “Refrigerante do Bem” buscam definição de ingredientes, formulação e processo para aplicação em escala industrial na Epamig ILCT


18/02/2026 | Assessoria de Comunicação - Epamig/MG


Foto: Reprodução/Epamig-MG

O “Refrigerante do Bem”, bebida láctea rica em nutrientes, produzida à base de soro do leite, avança para as etapas de validação.


A ideia inovadora surgiu a partir de pesquisas do Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT), vinculado à Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), e resultará no desenvolvimento de uma bebida carbonatada, acidificada ou fermentada, que pode ser enriquecida com proteínas, vitaminas e minerais. A formulação também se apresenta como alternativa sustentável para o aproveitamento do soro do leite.


“Chamamos de “Refrigerante do Bem” porque contribui com o meio ambiente ao utilizar um soro que, muitas vezes, seria descartado e poderia causar poluição. Também contribui para a saúde, já que mantém nutrientes do leite, como cálcio, outros sais minerais e vitaminas, além de poder conter prebióticos e probióticos”, ressalta o coordenador do Programa Estadual de Pesquisa em Leite e Derivados da Epamig, Junio de Paula.


Testes avançam



A etapa atual de testes da bebida consiste em ensaios preliminares para caracterizar o soro do leite, compreendendo sua composição, qualidade e parâmetros básicos. Além disso, estão sendo definidos os ingredientes e o melhor método de fabricação.


Em seguida, o refrigerante será produzido em escala industrial, na fábrica-escola da Epamig ILCT, por meio de dois tratamentos, fermentação ou acidificação, em quatro repetições, sendo envasado, armazenado e refrigerado para avaliar sua estabilidade. 


“Ao longo da estocagem, iremos realizar análises físicas, químicas e microbiológicas com o intuito de acompanhar a estabilidade, segurança e vida de prateleira do produto. Os testes são essenciais para comprovar a viabilidade tecnológica do uso do soro na bebida carbonatada, garantindo que o produto seja seguro, estável e, quando aplicável, atenda aos critérios para ser considerado probiótico”, explica Junio.


Transferência para a indústria



A partir da conclusão das análises, está prevista a apresentação dos resultados em congressos, a publicação de resumos em anais, a submissão de artigos científicos e a elaboração de relatório técnico, entre outras ações técnicas de divulgação científica e transferência para a indústria.


“Como o projeto tem natureza de avanço tecnológico e prevê uma tecnologia de simples implantação em escala industrial, a expectativa é que, após a conclusão, prevista para início de 2027, a bebida possa ser transferida e implementada por laticínios interessados, desde que sejam cumpridas as etapas regulatórias e industriais de rotina, como adequações de linha, registro do produto e rotulagem”, comenta o coordenador.


Apoio e parcerias 


O projeto de desenvolvimento do “Refrigerante de Soro” é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), tendo como instituição executora a Epamig ILCT, e a Fundação Arthur Bernardes (Funarbe) como gestora.


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