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Estação de Pesquisa do IDR-Paraná em Morretes recebe dirigentes da Rede Asbraer


Segunda visita técnica da 69ª AGO da Asbraer destaca inovação, conservação e integração entre pesquisa e extensão rural no litoral paranaense


20/03/2026 | Assessoria de Comunicação - Asbraer | Ana Karoliny Barros


Foto: Ana Karoliny Barros/Ascom Asbraer

A segunda visita técnica da 69ª Assembleia Geral Ordinária da Asbraer levou, nesta sexta-feira (20), 30 participantes à Estação de Pesquisa Agropecuária do IDR-Paraná, em Morretes, no litoral do estado. O local combina produção, conservação ambiental e desenvolvimento científico, mostrando o papel estratégico da pesquisa pública para o fortalecimento da agricultura, especialmente em regiões com maiores desafios socioeconômicos.


Durante a visita, o presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, destacou a importância da atuação institucional em territórios mais vulneráveis. “Estamos em uma região carente, e essa é uma forma de contribuir. Aqui temos um exemplo de tudo que é produzido, com pesquisa e tecnologia chegando ao produtor”, afirmou. Ele também ressaltou a expectativa de ampliação de iniciativas voltadas à formação no campo. “Há a perspectiva de implantação de um colégio agrícola, o que pode ajudar diretamente na permanência do jovem no meio rural.”


Foto: Juliana Pereira/Ascom Asbraer


Segundo o prefeito de Morretes, Junior Brindarolli, a atuação do IDR é essencial para o desenvolvimento do município. “60% da nossa população mora na área rural. Produzimos aqui vários cultivos, somos a capital paranaense do maracujá com o apoio do IDR”. 


Para o presidente da Asbraer, Rafael Gouveia, “é isso que os nossos institutos de pesquisa fazem Brasil à fora, geram novas tecnologias e transferem para o nosso produtor. Isso representa mais dinheiro no bolso, mais qualidade de vida para o campo. A Asbraer tem trabalhado cada vez mais para vincular a pesquisa agropecuária com a extensão rural e fazer com que todas essas tecnologias cheguem a quem mais precisa”.


Pecuária

Na área de pecuária, o programa de melhoramento genético da raça Purunã chamou atenção dos participantes. A raça é primeira e única a ser desenvolvida por uma instituição pública brasileira e registrada no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). O rebanho provou ter potencial para ser bem aceito em qualquer região do país, e já está presente em estados como o Piauí, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. O modelo do programa é voltado especialmente a pequenos e médios produtores, com condições facilitadas de acesso aos animais.


Foto: Ana Karoliny Barros/Ascom Asbraer


O zootecnista do Polo de Pesquisa em Ponta Grossa (PR) e doutor em Produção Animal, José Luiz Moletta, destacou o objetivo do projeto. “O foco é melhorar a qualidade da carne no estado, agregando valor à produção e tornando a atividade mais competitiva para o produtor”, explicou. Ele também ressaltou iniciativas como o projeto de genoma da raça e a produção de embriões, que devem ampliar o acesso à genética de qualidade.


A estação conta ainda com parcerias com instituições de ensino, incluindo colégios agrícolas, promovendo troca de conhecimento e formação de novos profissionais para o setor.


Palmáceas e fruticultura


A estação de Morretes desenvolve atualmente dez projetos de pesquisa voltados à produção sustentável. Apenas cerca de 40% da área é utilizada para experimentação e produção, enquanto o restante é destinado à preservação ambiental.


Entre as iniciativas, destacam-se os bancos de germoplasma, fundamentais para a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento de novas variedades. Na fruticultura, há pesquisas com pupunha, banana e citrus, além do banco de germoplasma de juçara. Segundo o gerente estadual de pesquisa do IDR-Paraná, Pedro Aller, a diversificação é uma estratégia central. “Trabalhamos com diferentes culturas para ampliar as possibilidades de renda e adaptação dos produtores”, explicou.


A pupunha, por exemplo, envolve cerca de 1.200 produtores na região e representa uma importante fonte de renda. Pesquisas com adubação e desenvolvimento de clones voltados à produção de palmito vêm sendo conduzidas para aumentar a produtividade e a qualidade.


Outro destaque é o melhoramento genético da mandioca, com variedades desenvolvidas pelo IDR-Paraná já disponíveis no mercado. “Cada linha de mandioca que trabalhamos aqui chega ao produtor com foco em produtividade e adaptação às condições locais”, afirmou o extensionista Sebastião Benetino.


A bananicultura também tem papel relevante na região do litoral paranaense, que concentra cerca de 50% da produção estadual. Em um solo considerado complexo, as pesquisas buscam tornar a cultura mais viável e sustentável, com tecnologias que possam ser replicadas pelos produtores. Na estação são encontradas cinco variedades, a Prata Anã, Grand Naine, Corupá, Belluna e Carvoeira.


Foto: Ana Karoliny Barros/Ascom Asbraer


“A integração entre pesquisa e extensão rural é uma bandeira levantada pelo IDR e nós buscamos trazer os bananicultores e os fruticultores para junto dessa missão”, destacou o chefe do Polo de Pesquisa, Clovis Offmann. Assim como a banana, a estação também investe na produção de uva. 


“Essa é uma questão de quebra de paradigmas produzir uva nessa região que é extremamente quente. Estamos com o mínimo de tecnologia porque pensamos no pequeno. Quanto mais tecnologia, mais resultado você vai ter, mas também vai ter mais. Desse jeito, o nosso produtor não vai querer aderir”, explicou o Pedro Aller, gerente estadual de Pesquisa do IDR. A uva cultivada na estação de Morretes já produziu por até dois anos seguidos.


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