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Emater/RS-Ascar impulsiona autonomia de mulheres rurais no RS em ano histórico para agricultoras


Em 2025, a instituição apoiou mais de 118 mil mulheres em diferentes atividades e 48.954 em atividades específicas


06/03/2026 | Assessoria de Comunicação - Emater/RS-Ascar | Maria Suely Carvalho


Foto: Reprodução/Emater-RS Ascar

Com 2026 declarado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher Agricultora, a Emater/RS-Ascar homenageia todas as mulheres neste 8 de março - Dia Internacional da Mulher e intensifica suas ações de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) para fortalecer o protagonismo feminino no meio rural gaúcho. A iniciativa atende demandas específicas de agricultoras familiares, indígenas, pecuaristas, pescadoras e quilombolas, combatendo desigualdades em acesso a recursos, decisões e geração de renda, e é apoiada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).


Mais renda familiar


Em 2025, a Emater/RS-Ascar apoiou mais de 118 mil mulheres em diferentes atividades e 48.954 em atividades específicas. Capacitações em agroindústria, políticas públicas, gestão financeira e empreendedorismo resultaram em 25% de aumento na renda média familiar, com formalização de 120 associações femininas e maior presença em instâncias decisórias locais.


Destaque para o Curso de (Des)Envolvimento para Mulheres Rurais, oferecido nos centros de treinamento da Emater/RS-Ascar em Montenegro, Bom Progresso, Canguçu e Erechim. O programa visa à autonomia física, mental e social, com objetivos como fomentar acesso a políticas públicas, fortalecer vínculos e elaborar projetos de geração de renda.


Os cursos têm se potencializado como um espaço de escuta, aprendizado e empoderamento, estimulando o protagonismo feminino no meio rural e incentivando mudanças pessoais, familiares e profissionais. Para a agricultora Andréia Duarte, de Nova Hartz, a experiência na capacitação da Emater/RS-Ascar foi desafiadora e muito importante. “Sempre quis fazer faculdade, mas nunca tinha conseguido e hoje estou no segundo semestre de Serviço Social. Aos 53 anos, estou realizando meu sonho. Aprendi a negociar, a fazer gestão do tempo e a entender que não preciso abraçar o mundo. Nunca é tarde para conquistar um sonho”, ressalta.


Conforme a extensionista Clarice Bock, coordenadora estadual de Aters para Mulheres Rurais, celebrar esta data é reconhecer o papel estratégico das mulheres agricultoras na construção de sistemas alimentares mais justos e resilientes. “É reafirmar o compromisso com políticas públicas que promovam igualdade, capacitação, protagonismo e que ajudem a escrever uma nova história para as mulheres do campo, uma história de liderança, inovação e desenvolvimento sustentável”, afirma.


Reconhecimento mundial na produção de alimentos


Para a FAO, as mulheres representam força crucial na produção local de alimentos, mas enfrentam barreiras em terra, crédito e tecnologia. No RS, dados do Censo 2017 apontavam 947 mil mulheres gerenciando propriedades. Estudos recentes da Embrapa/IBGE elevam a marca para mais de 1 milhão, com ganhos em cooperativas e crédito rural, além de projetos voltados à produção orgânica, agroecologia, agroindústria artesanal e geração de renda, impulsionando a autonomia econômica feminina e fortalecendo comunidades rurais.


Nesta data, a Emater/RS-Ascar reafirma seu compromisso com igualdade e soberania alimentar e a certeza de que o investimento nas mulheres rurais representa a erradicação da fome, impulsionando o desenvolvimento sustentável e assessorando milhares para a agroecologia e as agroindústrias.


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