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Aposentada diversifica produção e gera renda para a família em Felixlândia


Além das atividades desenvolvidas, ela colaborou para que a propriedade se tornasse referência na produção de cachaça


03/03/2026 | Assessoria de comunicação - Emater/MG


Reprodução - Emater/MG


BELO HORIZONTE (03/03/2026) -  Em 2008, Maria Lúcia Duarte de Oliveira trocou a vida agitada no município de Sete Lagoas  pela Fazenda Mourões da Porteira, em Felixlândia, na região Central de Minas Gerais. A proposta inicial era aproveitar a aposentadoria em um local tranquilo e se dedicar ao artesanato. 


A professora aposentada conta que apesar de sempre ter tido um estilo de vida urbano, se adaptou bem à rotina do campo. Começou a auxiliar o esposo, Adão Manuel de Oliveira, na produção de cachaça orgânica e propôs o desenvolvimento de novas atividades. 


“A proposta de fabricar licores, geleias de frutas, doces, quitandas e queijos surgiu para gerar renda e também para que eu pudesse desenvolver uma nova atividade. Minhas filhas aceitaram a ideia e estamos na atividade ”, conta Maria Lúcia. 


Maria Lúcia ainda se dedica aos desenhos, à pintura a óleo e à recepção de visitantes. A família participa do Projeto Ruralidade Viva, programa promovido pela Emater-MG e realizado com a parceria das secretarias estaduais e municipais de Turismo, Cultura e Agricultura com o objetivo de promover experiências turísticas, incentivar a diversificação de atividades e melhorar  a geração de renda dos produtores. 


Os produtos são comercializados na fazenda e em estabelecimentos do município.



Evolução 




A produção da cachaça está na família desde 1.912. A produtora conta que o esposo produzia a bebida em um engenho simples. “Os recursos eram poucos, mas tínhamos muitos sonhos. Sinto muito orgulhosa de ver meu filho e marido trabalhando juntos e principalmente por saber que teremos sucessão familiar”.   


Flor das Gerais é a primeira cachaça mineira certificada como 100% orgânica pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).


De acordo com o extensionista da Emater-MG, Roberto Carlos Rodrigues, a história da família se destaca pelo protagonismo de Maria Lúcia no desenvolvimento do negócio. “Ela  incentivou a melhorar a qualidade da cachaça  e a diversificar a produção. Graças ao incentivo dela, a dedicação do marido e o apoio do filho, a cachaça que produzem já recebeu vários prêmios, inclusive internacional”, relata.  


Mulheres rurais em Felixlândia 


Segundo o extensionista, as mulheres rurais da região vêm ganhando protagonismo como empreendedoras, principalmente na condução das agroindústrias de quitandas e doces. 


“A presença feminina é fundamental para o desenvolvimento da atividade rural. As mulheres colocam emoção em tudo que fazem, agregando desta forma  valor aos produtos. Meu papel como extensionista é mostrar o potencial que elas  têm de fazer o desenvolvimento acontecer”, destaca Roberto. 



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