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Expedição rota do café leva ciência e inovação diretamente ao produtor de pequena escala no Mato Grosso


Essa é uma Iniciativa da Empaer em parceria com a Seaf. A programação itinerante acontecerá em seis municípios localizados nas regiões Norte e Noroeste do estado


25/02/2026 | Assessoria de Comunicação - SEAF - Empaer/MT | Vânia Neves


Plantação de café em MT | Foto: Assessoria Seaf/Divulgação/Empaer-MT

Mato Grosso vem consolidando uma vocação pouco conhecida fora das regiões produtoras: o cultivo de café. Para ampliar a qualidade e a produtividade nas pequenas propriedades, a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), realiza a Expedição Rota do Café – MT – “Pelos Caminhos do Café Mato-grossense”, um circuito itinerante de reuniões técnicas para difundir os resultados de pesquisa voltados à cafeicultura familiar.


A iniciativa percorrerá seis municípios das regiões Norte e Noroeste: começando por Colniza, e na sequência indo até Aripuanã, Cotriguaçu, Juína, Nova Bandeirantes e Nova Monte Verde, sendo esses os municípios considerados referências na produção de café robusta no estado.


De acordo com os pesquisadores da Empaer, hoje Mato Grosso já figura entre os estados com maior potencial para produção de cafés robustas, com cerca de 270 mil sacas por ano distribuídas em mais de 30 municípios, crescimento impulsionado principalmente pela agricultura familiar e pela assistência técnica rural.


Ciência mais perto do produtor


Na reunião realizada nesta terça-feira (24/02), a equipe de pesquisadores da Empaer apresentou o roteiro da expedição à secretária da Seaf, Andreia Fujioka, e ao presidente da Empaer, Suelme Fernandes. Durante a expedição, técnicos e pesquisadores conduziram encontros para compartilhar os resultados de pesquisas sobre a validação de clones de café robusta mais adaptados a Mato Grosso.


Segundo a pesquisadora em Sistemas Produtivos da Empaer, engenheira agrônoma e doutora em Agricultura Tropical, Danielle Müller, o objetivo da expedição é aproximar ainda mais o produtor da ciência e da tecnologia. “A proposta é levar mais conhecimento ao produtor. O projeto busca estimular a adoção de tecnologias, melhorar a produtividade e garantir qualidade ao café produzido nas pequenas áreas rurais”, destaca.


A presidente da Empaer, Suelme Fernandes, reforça: “Nosso compromisso é transformar a pesquisa em ações práticas que beneficiem diretamente o agricultor familiar. Essa expedição é uma oportunidade única de unir conhecimento científico e experiência no campo. Cada etapa da programação foi pensada para transformar conhecimento em ação. Queremos inspirar o produtor a ver o potencial do nosso café”.


Integração entre instituições


A Rota do Café também reúne um conjunto de parceiros institucionais que dão suporte técnico, científico e logístico às atividades. Além da Empaer e da Seaf, participam da iniciativa a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), as prefeituras municipais, sindicatos rurais, associações de produtores, cooperativas e instituições de ensino e pesquisa.


“Entre os resultados esperados estão a integração entre pesquisa, extensão rural e produtores, a ampliação das oportunidades de comercialização e a valorização da identidade do café mato-grossense”, afirma a doutora em fitotecnia, engenheira agrônoma e pesquisadora em Sistemas Produtivos da Empaer, Dalilhia Nazaré dos Santos.


A secretária da Seaf, Andreia Fujioka, ressaltou a integração entre Seaf e Empaer nas atividades e políticas públicas.  “Acreditamos que o fortalecimento da agricultura familiar passa pela união entre instituições e produtores. Projetos como este reforçam o compromisso do Estado em gerar conhecimento, qualidade e renda para quem vive do que produz”.


Qualidade, renda e permanência no campo


Para a agricultura familiar, o impacto vai além da produtividade. A expectativa é consolidar a marca “Café de Mato Grosso” como produto de origem, qualidade e valor social, gerando renda e incentivando a permanência das famílias no campo.


“Com assistência técnica, acesso à inovação e orientação adequada de manejo, pequenos produtores têm a oportunidade de produzir mais e melhor. Antes visto como cultura secundária em algumas regiões, o café ganha protagonismo na economia rural do estado”, pontuou o engenheiro agrônomo, doutor em Agricultura Tropical e pesquisador em Solos da Empaer, Wininton Mendes.


 A inscrição para o evento é gratuita e está disponível no link da Empaer: https://forms.gle/GXBT2Ro8WGZfmn3N9.

 

Confira a programação completa


Colniza: 11/03 (qua) – Câmara Municipal, 7h às 11h45;


Aripuanã: 12/03 (qui) – Balneário Oasis, 7h às 11h45;


Cotriguaçu: 25/03 (qua) – Centro de Eventos, 7h às 11h45;


Juína: 26/03 (qui) – Barracão da Feira Municipal, 7h às 11h45;


Nova Bandeirantes: 08/04 (qua) – local a definir, 7h às 11h45;


Nova Monte Verde: 09/04 (qui) – Estância Villa Bella, 7h às 11h45.


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