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No RS, comunidades quilombolas de Arroio do Meio e General Câmara recebem doações para reconstrução pós-enchentes


Comunidades são assessoradas e atendidas pela Emater/RS-Ascar


10/02/2026 | Assessoria de Comunicação - Emater/RS-Ascar | Maria Suely Carvalho


Foto: Reprodução/Emater-RS Ascar

Duas comunidades quilombolas, uma de Arroio do Meio (Comunidade São Roque) e outra de General Câmara (Vila do Sabugueiro), com cerca de 60 moradores, estiveram reunidas no sábado (31/01) para celebrar uma conquista importante para seus integrantes: o receberam itens de mobiliário e geradores de energia, adquiridos através de recursos da Paulus Social, uma entidade de assessoramento e apoio a atividades de assistência social.


Essas duas comunidades vivem em locais com acesso precário à infraestrutura e sofreram grandes prejuízos durante as enchentes de 2024. Os recursos, em um total de R$ 100 mil, foram empregados para mitigar as perdas causadas pela adversidade climática. Na ocasião, a Paulus Social promoveu uma atividade educativa utilizando o método intercâmbio e abordando a intersetorialidade de políticas públicas, através das quais as famílias buscam alternativas para ampliar o acesso a direitos sociais e socioassistenciais.


Atualmente, existem no Rio Grande do Sul 140 comunidades quilombolas certificadas e reconhecidas pela Fundação Cultural Palmares. Essas populações são assessoradas pela Associação de Crédito e Assistência Rural Social (Ascar), que presta Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) às comunidades quilombolas do Estado, apoiando no acesso às políticas públicas de saneamento, voltadas à documentação pessoal e inclusão em programas sociais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e o Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento de Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper). Periodicamente, a Entidade oportuniza ainda formação aos extensionistas que atuam junto a essas comunidades tradicionais.


Conforme a coordenadora estadual de Ações com Povos Tradicionais Quilombolas da Instituição, Regina Miranda, essas populações reúnem traços próprios na sua forma de viver e produzir e uma riqueza de expressões culturais que, por vezes, podem não ser compreendidos e discriminados. "Por isso a importância de complementar as ações convencionais de Aters com uma atuação empática de reconhecimento, respeito e valorização da cultura", destaca.


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