Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural

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  • 31
  • MAR
  • 2015

A Asbraer tem a oportunidade de dar um novo caminho para a extensão rural

O vice-presidente da Asbraer, Jefferson Feitosa de Carvalho, 59, é engenheiro agrônomo e extensionista “por excelência e paixão”, como costuma dizer. Há 33 anos na Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe, Emdagro, na qual passou por todos os setores, chefiando escritórios locais e regionais até chegar à presidência, Carvalho cumpre seu terceiro mandato de presidente. Empossado em 2007, traz para a Asbraer sua experiência administrativa e visão de extensionista rural. Ao site da Associação, falou sobre os novos caminhos da extensão rural e o importante papel da Asbraer no momento em que a Anater começa a sair do papel.

1 – Qual é o papel da Asbraer nesta nova gestão da Associação?
A Asbraer, depois de tantos anos, tem a oportunidade de dar um novo caminho para a extensão rural. O órgão representa todas as entidades do Brasil e entendemos que há um novo cenário com a abertura da Anater. Temos de estar prontos para desempenhar um papel forte junto à Anater. Esse é o grande momento que a extensão rural passa a viver.

2 – Quais aspectos o senhor destaca para que a Asbraer esteja com esse fortalecimento que o senhor percebe?
Primeiro, precisamos entender a nova forma de trabalhar a extensão rural. As entidades precisam estar atualizadas para desenvolver a política nacional da Anater. E quem faz parte da Asbraer tem de ter uma participação efetiva para que possamos atuar fortemente. Quando eu falo das entidades estou falando de todos os recursos humanos (os extensionistas, principalmente) disponíveis nas Emateres do País. 

3 – Qual a sua expectativa com relação à Anater?
É a melhor possível. Até porque a Anater foi construída a mil mãos. Muito debate envolvendo órgãos oficiais, movimentos sociais, os agricultores, extensionistas. Ela está amadurecida. Aguardamos o pontapé inicial já com recursos certos alocados.

4 – A Asbraer está analisando e produzindo um documento com sugestões para o Plano Safra 2015/2016. Como o senhor vê isso?
A Asbraer, com essa iniciativa, mostra que não está aqui só para acompanhar o que o Governo Federal e movimentos sociais discutem. A Asbraer está marcando sua posição, até porque tem expertise para assumir esse papel de ator, dando sugestões para que o Plano Safra seja o melhor possível. Não vamos ficar só no olhar. Temos de ter proposições. E é o que estamos fazendo. Representamos toda a extensão rural deste País e temos de entender o peso dessa responsabilidade.
 
5 – Como o senhor viu o fechamento da Entidade de extensão rural da Bahia?
Um retrocesso como aconteceu com outros dois estados. Os dados do IBGE servem para mostrar a devastação que isso significa para um estado. Os dados mostram que quem tem assistência técnica e extensão rural apresenta resultados infinitamente superiores com relação ao produtor rural que não tem. Queremos dialogar com a Bahia para que essa situação seja revertida, porque os estados que passaram por isso sofreram muito.

6 – E seu Estado, Sergipe, como está em termos de Ater?
Somos um Estado pequeno, mas com toda a condição de trabalho na área de Ater. A Emdagro está fortalecida em Sergipe. Claro que temos nossos problemas, mas estamos em um bom caminho.

7 – Qual recado o senhor gostaria de deixar para quem trabalha com Ater?
Gostaria de deixar um recado para todos os colegas dos estados. Que não desistam e que lutem pela Ater. Todos os sacrifícios vale. Está ai a Anater para dar respostas sobre o resultado da luta de quem trabalhou para resgatar a assistência técnica e extensão rural neste país. Temos de otimizar esse momento para as mudanças que se fazem necessárias.
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