Estados e DF se mobilizam na reta final da vacinação contra a febre aftosa

O Distrito Federal, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Sul encerram, nesta sexta-feira, 30, a campanha de vacinação contra a febre aftosa. Os três  estados e o DF alertam a população rural para a reta final da campanha, informando da importância de vacinar os animais. Outros estados também estão realizando suas campanhas, alguns em datas diferenciadas.

“Conclamo os nossos colaboradores que nesta reta final usem todos os nossos meios de  divulgação para que os produtores vacinarem seus animais Estamos buscando, neste momento, otimizar as nossas ações mesmo com os limites que temos. Nesta segunda-feira, 127, estaremos em Canindé, no Sindicato dos Trabalhadores Rurais”, alertou o presidente da Ematerce-CE, Antônio Rodrigues de Amorim, acompanhado do gerente  e coordenador da campanha, Joaquim Sampaio. 

No Rio Grande do Sul, a meta é a imunização de cinco milhões de bovinos e bubalinos, de zero a 24 meses de idade, em todo o Estado. Com isso, a cobertura vacinal será superior a 90%. A primeira etapa, em maio, teve cobertura de 98,92% do rebanho.

Segundo o diretor de Defesa Agropecuária da Seapi, Antônio Carlos Ferreira Neto, os produtores devem adquirir em casas agropecuárias credenciadas à comercialização, as doses necessárias para a vacinação contra a febre aftosa. "Após a aplicação da vacina, todos os produtores deverão comprovar a vacinação por meio da apresentação da nota fiscal de compra e declaração da quantidade de animais vacinados, por categoria, nas Inspetorias de Defesa Agropecuária", destacou. O prazo máximo para a comprovação é de cinco dias úteis após o término da etapa. 

Por trabalhar com a assistência técnica aos pecuaristas familiares gaúchos, a Emater/RS-Ascar está contribuindo com o Ministério da Agricultura na divulgação e orientação dos produtores. "Precisamos convocar todos a ajudar a erradicar essa doença no Brasil", destacou o diretor técnico da Emater/RS, Lino Moura. 

No Distrito Federal - A expectativa é imunizar 40 mil animais em todo o território e, dessa forma, evitar a proliferação do vírus da família Picornaviridae, do gênero Aphthovirus. Quem descumprir a norma está sujeito a multa e outras punições.

De fácil contágio pelo ar, a doença causa febre e leva ao aparecimento de feridas na boca, nas glândulas mamárias e no casco. Sintomas como salivar em exagero e mancar também são relacionados ao vírus. Com isso, os animais deixam de se alimentar, enfraquecem e perdem peso. Apesar de não causar a morte do rebanho, a doença impõe grandes perdas à produção pecuária e impede a exportação da carne. Em 1998, o Brasil recebeu o primeiro reconhecimento de zona livre de febre aftosa, obtido com a vacinação em massa nos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. O DF também alcançou esse status no ano 2000, após longo esforço de imunização do rebanho. O último caso registrado da doença na região foi em 1993.

 Para o presidente da Asbraer e do IPA, Gabriel Maciel, a saúde animal é a principal ferramenta para a abertura de novos mercados. “Por isso, um Estado ou um País livre da febre aftosa tem mais competitividade para superar as barreiras sanitárias impostas pelos nossos concorrentes”, alertou.

 Programa de Erradicação e Prevenção - A Coordenação Estadual do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa da SEAPI (PNEFA-RS) tem como objetivo a sustentação da condição sanitária do Estado, de zona livre da doença, por meio de estratégias preventivas contra o reingresso do vírus e a infecção dos animais suscetíveis.

O sistema de prevenção é baseado em análises técnicas e científicas contínuas para a identificação das vulnerabilidades e para a orientação das ações de vigilância e fiscalização, implantação de procedimentos normativos e técnicos e adoção de procedimentos para monitoramento da condição sanitária dos rebanhos. Esse sistema, atualmente, é sustentado por três pilares: vacinação, vigilância sanitária (ativa e passiva) e controle de trânsito. 

Por: Christina Abelha – Ascom Asbraer, com colaboração das Ascons DF, CE, RS e PE.

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