Epagri de Lages-SC investe no melhoramento genético de pastagens

A contratação de novos pesquisadores permitiu à Epagri retomar pesquisas para desenvolvimento de plantas forrageiras melhoradas geneticamente, parcialmente paralisadas desde a década de 1990. Os estudos estão sendo conduzidos pela Estação Experimental da Epagri em Lages (EEL) e o objetivo é lançar em breve cultivares de pastagens mais produtivos e com maior adaptação aos solos e climas regionais.

Nesta fase, a Epagri está trabalhando para melhorar as características dos cultivares de azevém-anual, festuca, capim-lanudo, cevadilha-serrana, lótus-serrano e trevo-branco. “Essas melhorias podem ser feitas sem aumento dos custos de semente para o agricultor familiar e sem a necessidade de maior gerenciamento ou gastos com insumos. Assim, o agricultor catarinense irá se beneficiar de uma maior produção animal por unidade de área e o consumidor terá alimentos a preços mais reduzidos”, explica Dediel Rocha, um dos novos pesquisadores da EEL dedicados à atividade de melhoramento genético de pastagens.

A bovinocultura é uma importante atividade agrícola em Santa Catarina, principalmente a pecuária leiteira. Recentemente o Estado alcançou, pela primeira vez na história, a posição de quarto maior produtor de leite no país, superando Goiás, um tradicional fornecedor do produto. As pastagens naturais, naturalizadas e cultivadas constituem a base da alimentação do sistema de produção de leite e carne catarinense, além de desempenhar funções ambientais vitais. Porém, os baixos índices de produtividade continuam sendo uns dos principais problemas da pecuária catarinense. Um componente importante para a solução do problema é aumentar a rentabilidade pela introdução de espécies forrageiras melhoradas.

 

“Para que as pequenas e médias propriedades sejam eficientes e competitivas é necessário desenvolver cultivares de forrageiras com maior produtividade, persistência e qualidade nutricional para os ruminantes”, avalia Dediel. Ele lembra também que importante que esse cultivares sejam comercializados a preços acessíveis e adotados pelos produtores.

A pesquisa em melhoramento genético de plantas forrageiras é essencial para o desenvolvimento de cultivares adaptados aos mais diversos ambientes. O programa de melhoramento genético de forrageiras da Epagri teve início na década de 1970 e já lançou 16 cultivares de diferentes espécies, que estão inscritos no Registro Nacional de Cultivares (RNC), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Dois deles possuem atualmente produção comercial de sementes ou mudas: Empasc 304 (azevém-anual) e SCS315 Catarina Gigante, ou grama missioneira gigante, como é conhecida.

Informações e entrevistas

Dediel Rocha, pesquisador da Estação Experimental da Epagri em Lages, pelo fone (49) 3289-6455.

Informações para a imprensa

Gisele Dias, jornalista: (48) 99989-2992 / 3665-5147

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